Archive for setembro, 2009

Recuperação da Restinga de Itacoatiara Niterói – RJ

Posted in Itacoatiara - RJ on setembro 24th, 2009 by admin – 6 Comments

O objetivo dessa postagem é apresentar um belo trabalho de recuperação ambiental.

Itacoatiara é uma praia de natureza privilegiada situada próxima ao Rio de Janeiro, segunda maior cidade do Brasil.

As restingas, juntamente com as dunas, cobrem quase 80% do litoral brasileiro.

Restinga é um ecossistema do bioma Mata Atlântica que pertence ao grupo das formações pioneiras com influência marinha, com ocorrência restrita à parte mais externa da zona costeira.

O solo é pobre em matéria orgânica e em argilas, apresentando baixa capacidade de reter água e nutrientes. A principal fonte de nutrientes é a maresia que promove a decomposição de restos de animais e plantas, aumentando a capacidade do solo em reter água e nutrientes.

A vegetação da restinga caracteriza-se por folhas resistentes, caules duros e retorcidos e raízes com grande poder de fixação no solo arenoso.

Essa vegetação é de grande importância ao criar obstáculos que barram ou redirecionam os ventos que carregam as areias, retendo as mesmas com suas raízes e ramos de folhas.

Bem, falemos da restinga de Itacoatiara.

Essa restinga está situada nos 800m dessa praia. Durante muitos anos ela tem sofrido, de forma crescente, agressões dos próprios moradores e de freqüentadores da praia.

Por diversos anos, foi cuidada por voluntários (moradores ou não), que arregaçaram as mangas para mantê-la com espécies dela própria.

Em 2006, com um projeto elaborado pela SOAMI ( Sociedade dos Amigos e Moradores de Itacoatiara ) e com a participação dos seguintes órgãos públicos  ( Clin, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Emusa e Águas de Niterói ), foi feito um trabalho de limpeza e revitalização dessa restinga.

Esse trabalho foi coordenado pelo Sr. Paulo Oscar de Faria, representante da SOAMI.

Foram muitos os desafios.

No processo inicial de limpeza, foram retirados 368 caminhões de lixo e plantas invasoras.

Tipos de lixo encontrado na restinga:

- material de campanha de candidatos;

- garrafas de refrigerantes ( garrafas de coca cola dos últimos 50 anos );

- cocos velhos que viraram formigueiros;

- pedaços de demolição de casas ( telhas, tijolos, pisos, etc );

- calcinhas, cuecas, camisinhas, absorventes, copos, canudos;

- mesas, cadeiras e barracas de praia.

- lixos de jardim e outras coisas mais.

Esse lixo de jardim criava espécies invasoras que, alimentadas por esgotos clandestinos jogados nas redes pluviais, matavam as espécies nativas.

Após essa limpeza, foram colocados nela: 133 caminhões de areia e na calçada,16 de saibro e 16 de aterro.

Em seguida foi elaborada a delimitação da restinga. Os acessos foram planejados com objetivo de proteção da restinga e para facilitar o acesso à praia.

Para isso foram utilizados: 139 postes, 721 tocos rústicos, 2550 pilares de madeira, 330m de tela e 9280m de corda. O respeito ambiental esteve presente na escolha de todos os materiais utilizados no projeto.

Durante esse trabalho foram retiradas as espécies invasoras e plantadas 3260 mudas nativas.

A partir desse enorme esforço de recuperação, foi elaborado um processo de manutenção, coordenado pela SOAMI e órgãos públicos.

É visível a recuperação da restinga de Itacoatiara. Hoje, após mais de dois anos de trabalho, ela encontra-se praticamente toda cercada e acaba de receber o terceiro replantio, com mais 900 mudas de espécies nativas.

É visível também o retorno das borboletas, de pássaros variados, calangos e outras espécies.

Todo o entorno da restinga, praia, calçada da beira mar e acessos à areia já se encontram recuperados, possibilitando aos freqüentadores da praia uma circulação muito mais amena e também permitindo a todos apreciarem da av. Beira Mar a praia, o mar e até mesmo as baleias que aparecem por aqui.

Com o menor pisoteamento e com as novas mudas introduzidas, a maioria das áreas erodidas já se encontram recobertas pelas plantas nativas. Na areia da praia, apesar das freqüentes ressacas, a erosão do mar junto à restinga tem sido sensivelmente menor e as espécies rasteiras estão voltando a fixar a areia diminuindo a erosão eólica que vinha aumentando de forma descontrolada. As Marias Farinhas já começam lentamente a retornar!

Em paralelo foi feito o saneamento, eliminando mais de 70 focos de mosquitos e blindando mais de 150 pontos da rede de águas pluviais. Isto permitiu zerar a poluição por esgoto lançado direta ou indiretamente na restinga.

Foi e continua sendo um belo trabalho para a sua manutenção.

Parabéns a todos os envolvidos.

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Documentos Antigos

Posted in Sem Categoria on setembro 21st, 2009 by admin – Be the first to comment

Realmente são muitas as facilidades e benefícios que a Internet nos dá.

Nesse tempo digital, também são muitas as possibilidades de armazenamento de informações, como fotos, músicas, filmes, cartas, artigos em jornais, etc.

Muitas dessas informações podem estar guardadas em velhos armários, em caixas no sótão ou porão, ou nos mais variados lugares.

Esses documentos, que hoje podem ser facilmente digitalizados, podem ajudar a contar com mais riqueza a história da nossa cidade, do nosso estado e do nosso país, retratando as condições de uma época, o tipo de vida que pessoas levavam e muito mais.

Estamos com a faca e o queijo na mão.

O amigo Jards, após acessar o artigo intitulado “A Estação, A Oficina e A Ponte”, me enviou um belo documento datado de 1941.

É um passe livre especial fornecido pela Leopoldina Railway ao seu bisavô.

Reparem a marca d’água no documento.   Maravilhoso!

Enfim, são muitas as possibilidades de fazer emergir e disponibilizar documentos preciosos.

Obrigado, Jards, por ter fornecido e autorizado a publicação desse documento.

Um abraço.

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Estação de Porto Novo (em Além Paraíba) Salvação à vista?

Posted in Coluna do Moura on setembro 19th, 2009 by admin – 7 Comments

Pois não é, meu caro Rocha, que está surgindo uma luz no fim dos trilhos?
 
No dia 18 de setembro de 2009 a prefeitura de Além Paraíba realizou uma audiência pública sobre a restauração dos torreões da estação de Porto Novo (para quem não sabe, Porto Novo é o nome do bairro central de Além Paraíba).
 
Fiquei estupefato com o local onde essa audiência aconteceu – no nobre plenário da egrégia câmara de vereadores. Um salão amplo (calculo uma capacidade para mais de 150 espectadores), com cadeiras estofadas, modernas, sistema de ar-condicionado com splits, microfones em abundância, telão,  assessores e secretários zanzando. Só falta uma cascata artificial e torneiras de ouro. Isso numa cidade com cerca de 35.000 habitantes e nove vereadores!
 
Acho que o dinheiro empregado ali teria salvado, há tempos, a estação em ruínas.
 
Mas vamos ao que interessa: parece que desta vez o poder público conseguiu sensibilizar pessoas importantes das áreas federais e estaduais. Tinha gente do IPHAN, tinha deputado federal, tinha o ministério público estadual. Tinha um representante de Furnas Centrais Elétricas, que está construindo as barragens do Complexo de Simplício, situadas nos territórios de Três Rios(RJ), Chiador(MG), Sapucaia(RJ)…e Além Paraíba(MG).
 
E já há um projeto arquitetônico, que prevê até os custos da obra.
 
O processo de recuperação da área é complicado. O terreno e os prédios pertencem à União, advindos da extinta Rede Ferroviária Federal. Os dois edifícios – como se vê nas suas fotos – estão em petição de miséria. Muitos órgãos terão que ser envolvidos, inclusive a Caixa Econômica Federal. Tarefa pra cachorro grande. Um nó burocrático típico da burra burocracia nacional.
 
Há uma nuvem de esperanças. Nós estamos fazendo a nossa parte, no que supomos saber fazer – denunciar, através da beleza aos cacos, o descaso e a indiferença de muitos. Afinal, como ouvi na reunião, o complexo ferroviário de Além Paraíba não pertence só à cidade –  ele é um patrimônio brasileiro.
 
Quero acreditar que as pessoas lá reunidas vão arregaçar camisas e  calças, para pisar com coragem nesse lodo. Salvando-se as torres gêmeas, quem sabe viria na enxurrada a redenção das antigas oficinas e da bela rotunda, onde se enfileiravam em círculos os vagões?
 
Há ainda coisas para se discutir. O patrimônio deve ser inteiramente reconstruído? Pois não seria mais uma restauração, seria uma reconstrução, pois dos prédios originais restaram praticamente as paredes e os belos desenhos externos de seus arcos plenos.
 
Ou apenas seria detido o processo de ruína, fazendo dali um espaço público de lazer e cultura ao ar livre?
 
O fato é que, feito a velha locomotiva 51, onde há fumaça,  há fôlego. E fé.
 
Oremos, então.
 
Abraços,
 
Carlos Moura

A Estação, a Oficina e a Ponte

Posted in Além Paraíba - MG on setembro 12th, 2009 by admin – 15 Comments

 Clique e Ouça – Último Trem para Casa – Pat Metheny   

Nós brasileiros, realmente não nos preocupamos com a memória do nosso país.
Sempre que vou à cidade de Além Paraíba na casa de amigos, passo em frente à velha e abandonada Estação de Trem de Porto Novo.
Essa estação foi inaugurada em 1871 pela E.F Dom Pedro II.
A sua arquitetura é belíssima e o material usado na sua construção nem se fala.
As paredes largas, as janelas bem trabalhadas e as estruturas de ferro para sustentação dos telhados, formam um conjunto de rara beleza.
Durante anos eu escutei histórias sobre a  sua preservação,mas nada  aconteceu.  É  uma  pena.
Eu e o meu amigo Moura, já fizemos muitas fotos dela. Pelo menos temos algum registro da sua existência.
A 1.2 km dessa estação, existe em situação precária, a antiga oficina de trens que pertencia a Leopoldina Railway.
É uma beleza arquitetônica. Fiquei impressionado com a sua construção.
No meio dessa enorme oficina existe uma “rotunda” que fazia o giro das locomotivas e dos vagões que entravam em garagens para manutenção.
Ainda existem armários que eram dedicados aos funcionários, às ferramentas e outros equipamentos para manutenção.
Existem também equipamentos de grande porte, vindos da Inglaterra, para as manutenções mais pesadas.
O telhado, com as suas vigas de madeira apoiadas de maneira inteligente e engenhosa, é simplesmente fantástico. É um trabalho de arte.
Vimos  também  a  velha  locomotiva 51, que  ainda está  em  bom estado de conservação.    É uma locomotiva Baldwin fabricada nos EUA em 1880. É a mais antiga da Leopoldina.
Outro atrativo belíssimo fica a 10 km da cidade, que é a Ponte Preta. Essa ponte foi erguida pela Leopoldina Railway para atender os passageiros vindos do Rio de Janeiro com destino às fazendas da região.
Essa ponte é cinematográfica.
Enfim, tudo isso é ótimo para se fotografar, mas o sentimento é de perda.
É muita história que deveria ser preservada.
Vão aí algumas fotos dessas maravilhas.
Visitem enquanto há tempo.

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A Oficina para Trens – Além Paraíba-MG

Posted in Além Paraíba - MG on setembro 12th, 2009 by admin – 6 Comments

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A Ponte Preta – Além Paraíba – MG

Posted in Além Paraíba - MG on setembro 12th, 2009 by admin – Comentários desativados
Clique e Ouça – Cyprus `74 AL Di Meola
 
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Momentos – A Feirinha

Posted in Momentos on setembro 9th, 2009 by admin – 4 Comments

Clique e Ouça - Bom Vai Ser – Ivan Lins

Fui a uma feirinha lá… em Além Paraíba – MG.
- frutas, legumes, verduras, tudo sem agrotóxico…
- ovo caipira, batata doce, batata baroa, aipim…
- biscoitos, queijos e bolos caseiros…e principalmente, um bom papo.
A feira não é grande, mas atende as expectativas.
São pessoas simples e cheias de histórias para contar.
Foi muito bom fazer essas fotos.

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Salvador – BA

Posted in Salvador - BA on setembro 3rd, 2009 by admin – 2 Comments

Em abril de 2006, eu e  minha mulher, saimos para mais uma viagem à Bahia.
Queríamos conhecer outros lugares como, Itacaré, Barra Grande e Morro de São Paulo.
Esses lugares são sensacionais.
Quando saímos de Morro de São Paulo, decidimos ir até a capital.
Continuamos na estrada que sai de Valença, cidade de apoio para chegar a Morro, e fomos até a Ilha de Itaparica. De lá pegamos um ferry boat para Salvador.
A viagem é legal pois podemos ver Salvador se aproximando e ter uma visão interessante da Baia de Todos os Santos. A cidade é muito bonita e agradável.
As fotos que mostrarei agora são dessa chegada a Salvador e do Pelourinho.
A máquina não era uma Brastemp, mas conseguimos registrar um pouco da capital baiana.

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