O Cérebro não aposenta
Posted in Papos on julho 29th, 2009 by admin – 4 CommentsEu fico imaginando se eu me aposentasse nos anos 60, 70 ou 80.
Não ia prestar.
Acho que o cérebro começaria a se deteriorar com certa velocidade a cada ano. Se tivesse algum dinheiro, talvez: eu viajasse bastante, tirasse umas fotos, curtisse algumas noitadas, encontrasse esporadicamente com amigos, escrevesse umas cartas para amigos distantes, lavasse o carro 2 vezes na semana, etc.
Não consigo imaginar o que seria de mim.
Mas hoje é outra história.
Hoje temos a tecnologia como aliada na manutenção das nossas atividades cerebrais.
Isso é uma verdade maravilhosa.
Vejamos:
- guardamos várias senhas para acessar bancos, cartões de crédito, caixa postal (emails), sites de compra, etc?
- mandamos e respondemos emails com muita rapidez e sempre preocupados com o português correto;
- nossos amigos ficam mais próximos;
- falamos com amigos ou parentes em várias partes do mundo, com imagem e som;
- fotografamos a vontade e transmitimos as nossas fotos para amigos;
- aprendemos a mexer em softwares;
- podemos fazer um curso de inglês ou até uma faculdade pela rede;
- podemos consultar vários assuntos na rede;
- viajamos pelo mundo sem sair do lugar;
- podemos montar um site ou um blog e criarmos uma comunicação para o mundo;
- temos a imagem digital em televisões de LCD e Plasma;
- temos o celular com câmera, sem câmera, com mp3, mp4, agenda, duas linhas, acesso a rede, etc;
- podemos comprar um GPS e aprender a navegar por satélite;
- usamos arquivos de música mp3, WMA, etc.
Você consegue se imaginar sem os arquivos MP3?
E o Pen Drive de 1, 2 , 4, 8, 16 Gb? E o Google? E o Windows?
Já faz parte das nossas vidas.
O nosso cérebro está a toda.
Quando participamos dessa grande rede, pensamos como vamos responder os nossos emails, como vamos mostrar as nossas fotos, como vamos apresentar um texto, enfim, nos preocupamos.
Isso é ótimo.
É claro que temos que conviver com os arquivos PPS enviados por nossos amigos internautas, inclusive pedindo para ligar o som.
Tudo bem, faz parte da coisa.
O cérebro só para se nos quisermos.
Fico imaginando se o meu pai estivesse hoje aqui, nesse tempo, nesse cenário.
Nessa madrugada eu acordei e pensei em escrever esse texto para meus amigos.
Por volta das 3:45 hs o meu cérebro estava trabalhando.
Achei que seria um bom argumento para escrever.
E você, o que acha?
Você consegue se desconectar?
Um abraço.


























































































































