Música da Semana

Postado em 7 março 2010 por admin – Comentar

Ivan LinsFui a muitos shows dele, desde o período do “Seis e Meia”. O cara é bom demais em tudo que faz pela música brasileira. Curtam Ivan Lins.

Lembra de Mim  – Clique e Ouça.

Uma Visão do MAC – Niterói

Postado em 5 março 2010 por admin – 3 Comentários

Recentemente fiz umas fotos do MAC (Museu de Arte Conteporânea de Niterói). Tentei retratar as belas formas do seu interior. Oscar Niemeyer é um gênio. Espero que gostem. Um abraço.

Eduardo Rocha

Site Oficial – http://www.macniteroi.com.br/

Por que as pessoas falam tanto? Eliane Brum

Postado em 5 março 2010 por admin – 1 Comentário

Eliane Brum

Uma vez passei dez dias num retiro de meditação vipássana, no interior do Rio de Janeiro, para fazer uma reportagem para ÉPOCA. Havia muitas regras. Uma delas era o silêncio. Por dez dias era proibido falar. Também devíamos evitar olhar para as outras pessoas. O objetivo era silenciar a mente até que não houvesse nenhum ruído também dentro de nós. Foi uma experiência fantástica, que me mudou para sempre. Nunca antes estive tão em mim. E nunca depois voltei a estar.
O silêncio e um progressivo mergulho interno, em vez de me alienar do mundo, me conectaram a ele de um modo até então inédito para mim. Eu sentia cada segundo, por que eles demoravam a passar. Percebia o vento e as nuances das cores do céu e das folhas das árvores em detalhes. Olhava, cheirava, ouvia e tocava o mundo como se tudo fosse novo. Cada centímetro de terra era capaz de me ocupar por minutos. Sem palavras, a realidade me alcançava com mais força. Finalmente eu não apenas compreendia, mas vivia a poesia de Alberto Caeiro: “Sinto-me nascido a cada momento para a eterna novidade do mundo”.
Antes que alguém tenha ideias, experimentei tudo isso sem nenhuma droga. Nenhuma mesmo. Não podíamos tomar álcool, fumar ou ingerir qualquer medicamento, nem mesmo aspirina. Minha droga era a lucidez. Naqueles dez dias, ouvi com mais clareza a mim mesma. E passei a escutar melhor o mundo em que vivia. Senti que finalmente estava no mundo. Eu era.
No décimo dia, voltamos a falar. O retiro acabaria no dia seguinte e precisávamos nos preparar para retornar a uma realidade cotidiana de ruídos e demandas excessivas. Lembro que eu não queria falar. Fiquei assustada quando todo mundo começou a falar ao mesmo tempo. Percebi que a maioria do que se dizia nunca deveria ter sido dito. Sobrava.
Uma parte eram fofocas que haviam sido guardadas por dias. E que poderiam ter ficado impronunciadas para sempre. Percebi, principalmente, que depois de dez dias de silêncio muitas de nós não queriam ouvir. Só falar. Poucas eram aquelas que realmente desejavam escutar a experiência da outra, a voz da outra. A maioria só queria contar da sua. Não tinham sentido falta de outras vozes, apenas do som da sua. Dez dias de silêncio não tinham sido suficientes para acabar com nossa surdez à voz alheia.
A reportagem foi publicada, com o título de “O inimigo sou eu”. Eu segui, guardando em parte o que aprendi lá. E tenho sentido falta daqueles dez dias de silêncio, agora que aumenta em níveis quase insuportáveis a poluição sonora dentro e fora de mim.
Acho que nunca escutamos tão pouco. E talvez por isso nunca fomos tão solitários. Quando faço palestras sobre reportagem, os estudantes de jornalismo costumam perguntar o que devem fazer para se tornarem bons repórteres. Minha resposta é sempre a mesma: escutem. Acredito que mais importante do que saber perguntar é saber escutar a resposta. Não apenas para ser um bom jornalista, mas para ser uma boa pessoa. Escutar é mais do que ouvir. Como repórter e como gente esforço-me para ser uma boa “escutadeira”.
É a escuta que nos leva ao mundo. E é a escuta que nos leva ao outro. Quando não escutamos, nos tornamos solitários, mesmo que estejamos no meio de uma festa, falando sem parar para um monte de gente. Condenamo-nos não à solidão necessária para elaborar a vida, mas à solidão que massacra, por que não faz conexão com nada. Não escutamos nem somos escutados. Somos planetas fechados em si mesmos. Suspeito que essa é uma época de tantos solitários em grande parte pela dificuldade de escutar.
Basta observar. As pessoas não querem escutar, só querem falar. Depois de muita observação, classifiquei cinco tipos básicos de surdos. Há aqueles que só falam e pronto. Emendam um assunto no outro. Fico prestando atenção para detectar quando respiram e não consigo. Acho que inventaram um jeito de falar sem respirar. E ganhariam mais dinheiro se entrassem em algum concurso de tempo sem oxigênio embaixo d’água. Aí, pelo menos, ficariam quietos por um momento.
 

Existem aqueles que falam e falam e, de repente, percebem que deveriam perguntar alguma coisa a você, por educação. Perguntam. Mas quando você está abrindo a boca para responder, já enveredaram para mais algum aspecto sobre o único tema fascinante que conhecem: eles mesmos.
Há aqueles que fingem ouvir o que você está dizendo. Você consegue responder. Mas, quando coloca o primeiro ponto final, percebe que não escutaram uma palavra. De imediato, eles retomam do ponto em que haviam parado. E não há nenhuma conexão entre o que você acabou de dizer e o que eles começaram a falar.
Existem aqueles que ouvem o que você diz, mas apenas para mostrar em seguida que já haviam pensado nisso ou que sabem mais do que você, o que é só mais um jeito de não escutar.
Há ainda os que só ouvem o que você está dizendo para rapidamente reagir. Enquanto você fala, eles estão vasculhando o cérebro em busca de argumentos para demolir os seus e vencer a discussão. Gostam de ganhar. Para eles, qualquer conversa é um jogo em que devem sempre sair vitoriosos. E o outro, de preferência, massacrado. Só conhecem uma verdade, a sua. E não aprendem nada, por acreditarem que ninguém está à altura de lhes ensinar algo.
É claro que há um mix das várias espécies de surdos. E devem existir outras modalidades que você deve ter detectado, e eu não. O fato é que vivemos num mundo de surdos sem deficiência auditiva. E uma boa parte deles se queixa de solidão.
É um mundo de faladores compulsivos o nosso. Compulsivos e auto-referentes. Não conheço estatísticas sobre isso, mas eu chutaria, por baixo, que mais da metade das pessoas só falam sobre si mesmas. Seu mundo torna-se, portanto, muito restrito. E muito chato. Por mais fascinantes que possamos ser, não é o suficiente para preencher o assunto de uma vida inteira.
Num ótimo artigo, intitulado Escutatória, o escritor Rubem Alves diz: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular”.
Quando não escutamos o mundo do outro, não aprendemos nada. Acontece com o chefe que não consegue escutar de verdade o que seu subordinado tem a dizer. A priori ele já sabe – e já sabe mais. Assim como acontece com a mulher que não consegue escutar o companheiro. Ou o amigo que não é capaz de escutar você. E vice-versa.
Tornamo-nos muito sozinhos no gesto de não escutar. Em Revolutionary Road (Sam Mendes, 2008), traduzido para as telas de cinema do Brasil como “Foi apenas um sonho”, a cena final é a síntese dessa relação simbiótica entre surdez e solidão. Não a surdez causada pela deficiência auditiva, mas essa outra de que falamos, esta que é mais triste por ser escolha. Quem viu, não esqueceu. Quem não viu, pode pegar o dvd em qualquer locadora. Essa cena final vale por alguns milhares de palavras.
Sempre pensei muito sobre por que as pessoas falam tanto – e por que têm tanta dificuldade de escutar. Qual é a ameaça contida no silêncio? O que temem tanto ouvir se calarem a sua voz por um momento? Por que precisamos preencher nosso mundo – inclusive o interior – com tantos ruídos?
Acho que cada um de nós poderia parar alguns minutos e fazer a si mesmo estas perguntas.
Percebo também que há uma pressão para que nos tornemos falantes. Ser falante supostamente seria uma vantagem no mundo, especialmente no mundo do trabalho. Mesmo que você não diga nada de novo, mesmo que você repita o que o chefe disse com outras palavras. Mas falar, qualquer coisa, é marcar presença, é uma tentativa de garantir-se necessário. E ser quieto, calado, é visto como um tipo invisível de deficiência. Como se lhe faltasse algo, palavras. Mas será que as palavras estão ali, nessa falação desenfreada? Ou melhor, será que quem fala está realmente naquele discurso? Tenho dúvidas.
Por qualquer caminho que se possa pensar, me parece que o silêncio soa ameaçador. Em parte, pelo que ele pode dizer sobre nós. Enchemos nossa vida de barulho, da mesma forma que atulhamos nossos dias de tarefas, com medo do vazio. Tarefas em uma agenda cheia constituem outro tipo de ruído. E o vazio também é uma forma de silêncio.
Em rasgos de intolerância, achava que os falantes compulsivos eram apenas muito chatos e muito egocêntricos. Que as pessoas não escutavam – o silêncio e o outro – por prepotência. Mas acredito que é bem mais complicado que isso.
Há dois livros muito interessantes que pensam sobre a escuta. A Hermenêutica do Sujeito, de Michel Foucault (Martins Fontes), e Como Ouvir (Martins Fontes), um livrinho pequeno e precioso de Plutarco. Eles mostram que escutar é se arriscar ao novo, ao desconhecido. Na audição, mais do que em qualquer outro sentido, a alma encontra-se passiva em relação ao mundo exterior e exposta a todos os acontecimentos que dele lhe advêm e que podem surpreendê-la. Ao ouvir, nos arriscamos a sermos surpreendidos e abalados pelo que ouvimos, muito mais do que por qualquer objeto que possa nos ser apresentado pela visão e pelo tato.
Faz muito sentido. As pessoas não escutam porque escutar é se arriscar. É se abrir para a possibilidade do espanto. Escancarar-se para o mundo do outro – e também para o outro de si mesmo.
Escutar é talvez a capacidade mais fascinante do humano, por que nos dá a possibilidade de conexão. Não há conhecimento nem aprendizado sem escuta real. Fechar-se à escuta é condenar-se à solidão, é bater a porta ao novo, ao inesperado.
Escutar é também um profundo ato de amor. Em todas as suas encarnações. Amor de amigos, de pais e de filhos, de amantes. Nesse mundo em que o sexo está tão banalizado, como me disse um amigo, escutar o homem ou mulher que se ama pode ser um ato muito erótico. Quem sabe a gente não experimenta?
Escutar de verdade implica despir-se de todos os seus preconceitos, de suas verdades de pedra, de suas tantas certezas, para se colocar no lugar do outro. Seja o filho, o pai, o amigo, o amante. E até o chefe ou o subordinado. O que ele realmente está me dizendo?
Observe algumas conversas entre casais, famílias. Cada um está paralisado em suas certezas, convicto de sua visão de mundo. Não entendo por que se espantam que ao final não exista encontro, só mais desencontro. Quem só tem certezas não dialoga. Não precisa. Conversas são para quem duvida de suas certezas, para quem realmente está aberto para ouvir – e não para fingir que ouve. Diálogos honestos têm mais pontos de interrogação que pontos finais. E “não sei” é sempre uma boa resposta.
Escutar de verdade é se entregar. É esvaziar-se para se deixar preencher pelo mundo do outro. E vice-versa. Nesta troca, aprendemos, nos transformamos, exercemos esse ato purificador da reinvenção constante. E, o melhor de tudo, alcançamos o outro. Acredite: não há nada mais extraordinário do que alcançar um outro ser humano. Se conseguirmos essa proeza em uma vida, já terá valido a pena.
Escutar é fazer a intersecção dos mundos. Conectar-se ao mundo do outro com toda a generosidade do mundo que é você. Algo que mesmo deficientes auditivos são capazes de fazer.

Colaboração – email enviado por Maristela Barino.

Música da Semana

Postado em 27 fevereiro 2010 por admin – Comentar

diana_pantonA outra Diana do Canadá
Diana Panton é daquelas cantoras de jazz que correm inteiramente por fora do circuito. Já gravou três discos independentes e não mora em Nova Iorque, Paris ou Londres.
Sua voz vem de Hamilton, na província de Ontário, no Canadá.
Interessante isso hoje, no mundo do jazz: brotam excelentes vozes na Austrália, no Japão, na Inglaterra, na Suécia e até no Brasil (cito especificamente a estupenda Ana Kruger, do grupo gaúcho Delicatessen). Poucas são americanas.
Bom, tem a Madeleine Peyroux, mas ela vive mais na França que nos EUA. Até mesmo a que considero a melhor de todas, vejam que ironia, é americana mas se fez cantora no Reino Unido: Stacey Kent.
Sem contar que Diana Krall também é canadense.
Ouçam a Panton. Ela é doce, afinadíssima e faz um bem danado aos ouvidos.

Carlos Moura

That_Old_Feeling  -  Clique e Ouça

Paralelos 5X2 Asfalto – Carlos Moura

Postado em 27 fevereiro 2010 por admin – 2 Comentários

Desculpe incomodar com esse assunto que, talvez, só desperte um grau exagerado de indignação em mim.
Se achar que for pertinente, repasse para as pessoas que venham a a ter algum interesse.
Estou vendo Além Paraíba sendo asfaltada com uma lágrima no olho esquerdo e o punho direito erguido em indignação.
Sei que não há mais remédio, desde que há três anos começaram com a lambança do betume em cima dos paralelos.
A  população, em sua imensa maioria, acha uma maravilha. A população pensa, mas será que pensa o tempo todo?
Sei que estou atrasado em falar disso.
Sou uma voz perdida,  cabrito berrando sozinho num pasto.
Mas hoje eu queria dormir um tantinho melhor.
Peguei a coisa como simbólica – alguns dirão que esse é apenas um  pequeno detalhe de nossas tragédias diárias e que acima  tem a educação, o saneamento, a corrupção, a má distribuição de renda e o Big Brother Brasil.
Mas é simbólica, no fundo tem tudo a ver com tudo.
Pra usar uma palavra apropriada, nossa cidade adota, quase sempre, a contramão da história, a contramão do mundo civilizado.
Soube que, em Cataguases, os paralelos de toda área central  foram tombados pelo patrimônio municipal. Nenhum prefeito pode assumir e mandar asfaltar se assim for melhor para os malditos automóveis.
Nossa cidade é desumana, desinteressada, desinformada, desarticulada, desengonçada, destroçada, destrambelhada.
Deve ser a única  no mundo em que, defronte a um colégio, a calçada é interrompida  para dar lugar a um estacionamento!
Por ter uma topografia infeliz, uma rua comprida entre o rio e os morros, elegeu os automóveis como reis e as motocicletas como príncipes. O pedestre que se vire. Com ´ph´ e dois ´dês´ de Toddy.
Se já não temos mais os calceteiros para nivelar as pedras, que se contrate de Leopoldina,  de Sapucaia, de Dores do Indaiá ou da Itália. O custo, a médio e a longo prazo, seria muito menor.
Deslizam os carros em ruas de Paris e de Roma. Aqui não. Somos diferentes – e como!
Pra que não fosse só uma diatribe, fiz as contas de uma imaginária partida de futebol. Os pararelos ganharam de 5 a 2:
- O asfalto reduz o barulho dos veículos e os cidadãos podem dormir mais tranquilos ou ver o Faustão sem  interferência auditiva;
- Os carros, rodando no asfalto, ´batem´ menos e não terão mais problemas de suspensão etc.
Mas….
- O asfalto aumenta substancialmente o calor. Bom, eu disse calor? Como Além Paraíba é uma serra suíça…
- O asfalto aumenta muito os custos de manutenção. Vejam a buraqueira que surge em qualquer período de chuvas. Os paralelos são pedras preciosas, eternas.
- O asfalto faz com que, naturalmente, a velocidade dos carros aumente e daí o maior risco de colisões e atropelamentos – que são atenuadas pela colocação de quebra-molas, um   contrasenso;
- O asfalto aumenta o risco de enchentes, pois não absorve a água, que tende a descer mais rapidamente para o pré-histórico sistema de redes pluviais aqui existente.
E, por último, o quinto gol ,  que acho o mais importante: asfalto é feio pra cacete!
Bonitos são os paralelepípedos!
Quem quiser, me convença do contrário.

Agora vou dormir.

Carlos Moura

Música da Semana

Postado em 21 fevereiro 2010 por admin – Comentar

danilo-caymmiEu já assisti um show dele com o Daniel Jobim lá em Além Paraíba. Foi inesquecível. Vamos curtir… Danilo Caymmi.

É Feio     Clique e Ouça

A Arte de Ouvir – Reinaldo Passadori

Postado em 17 fevereiro 2010 por admin – Comentar

foto_reinaldo_passadoreBom dia! Fiz dois cursos de Comunicação Verbal com esse tremendo profissional. A minha área em Furnas patrocinou os cursos para melhorar a relação entre colaboradores e os clientes dos nossos serviços. Foi simplesmente espetacular. Achei alguns textos do Passadori e resolvi publicá-los.

Um abraço – Eduardo Rocha

 

A Arte de Ouvir

Perceber, reconhecer, entender, compreender, valorizar, dar atenção, respeitar…  São vários nomes diferentes para um processo tão simples, mas ao mesmo tempo tão difícil de ser praticado: ouvir o outro.
Ouvir não significa simplesmente escutar os sons da voz ou acompanhar o raciocínio do interlocutor. Significa, antes de tudo, ter paciência e tolerância para aceitar a outra pessoa como ela é, com suas qualidades e seus defeitos, crenças e emoções, com sua aparência, quer nos seja agradável ou desagradável, sem pré-julgamentos. Esse não é um processo fácil o quanto parece.
Vamos analisar um pouco as causas dessas dificuldades. É muito comum compararmos o mundo ao nosso próprio referencial de vida, de como percebemos o mundo, que passa a ser o “nosso mundo”.
Neste momento é que destacamos os valores, os conceitos e os preconceitos.
Além disso, as pessoas aproximam-se pelas semelhanças e não pelas diferenças, desmistificando a crença popular de que os opostos se atraem.
Antes da diferença há muita convergência, situações comuns, similaridades que atuam como facilitadoras de um processo de entendimento e consideração e a partir daí eventuais diferenças de caráter, atitudes ou comportamentos passam a configurar uma relação afetiva.
Se observarmos bem, quando admiramos uma pessoa dizemos: “Que pessoa extraordinária! Que pessoa agradável! Que pessoa simpática!” Enquanto isso, lá no fundo, um outro comentário quase imperceptível complementa… “tão parecida comigo!” Também fica fácil entender tal atitude por outra simples razão, só percebemos qualidades e defeitos nos outros quando nos chamam a atenção porque em potencial essas características  existem em nós mesmos.
Se precisamos falar com o outro de verdade, primeiro é necessário querer e esse querer precisa ser um desejo, uma vontade inquebrantável que não nos fará desistir diante da primeira adversidade. Depois, devemos ter e exercitar a flexibilidade, colocando-nos no lugar do outro, empaticamente.
Aliás, empatia é isso mesmo: ajustar-se ao estilo, momento psicológico, crenças e valores do mesmo interlocutor e nessa projeção conseguir melhor entendimento.
Algumas sugestões importantes para quem, de fato, deseja ouvir de verdade outra pessoa e, a partir daí, abrir uma porta de entrada para o relacionamento: amizade, vendas, negociações, lideranças, amor etc.:
- Olhe nos olhos da outra pessoa e perceba-a nos seus detalhes, esteja com a atenção focada e envolvida com ela.
- Procure manter a calma, evite deixar se dominar por algum preconceito ou algo da outra pessoa que desagrada.
- Tenha paciência, saiba aceitar o silêncio da outra pessoa.
- Evite contradizer o outro, evitando as palavras “mas”, “todavia”, “entretanto”, “contudo”. Procure, antes de qualquer discordância, algum ponto com o qual vocês concordem.
- Valorize e respeite as opiniões de seu interlocutor.
- Demonstre respeito pelo outro como o outro é, e não como gostaria que fosse.
- Crie condições favoráveis para o outro expressar livremente suas idéias e opiniões, saiba ter tato para lidar com a discordância.
- Concentre as diferenças no campo das idéias e não permita que sejam levadas para o lado pessoal.
- Certifique-se de que você compreendeu de fato o que o outro queria transmitir; repita, questione, pergunte, evite ao máximo interpretações infundadas.
- Por último, faça bom uso do grande amor que você tem em seu coração para aceitar incondicionalmente as outras pessoas como são: cheias de defeitos, limites, preconceitos e, também, repleta de virtudes, sonhos, conhecimentos, de sentimento. Assim como você.

Reinaldo Passadori.

Música da Semana

Postado em 13 fevereiro 2010 por admin – Comentar

bebel-gilbertoA primeira vez que ouvi Bebel Gilberto foi em Búzios. Gostei muito da sua voz e dos arranjos das músicas. Ela é 10!

Alguém Clique e Ouça

A Igreja de Pedra – São José das Três Ilhas

Postado em 7 fevereiro 2010 por admin – 1 Comentário

Essa Igreja é demais.  Continuação da postagem anterior.

Um abraço – Eduardo Rocha

Clique para zoon.

São José das Três Ilhas – Belmiro Braga MG

Postado em 7 fevereiro 2010 por admin – Comentar

Fui pela primeira vez no natal de 2002, eu acho. Voltei agora em 2009. Fiquei impressionado com os seus casarões e com a Igreja da Matriz de São José do Rio Preto, que foi inaugurada em 20 de janeiro de 1878. Essa Igreja é toda feita de pedra. É um trabalho raro, pois segundo os moradores, só existem duas no Brasil. Com suas paredes largas e suas colunas internas de pedra, essa igreja é um trabalho de arte. Tirei muitas fotos externas e internas. Existe uma pessoa que mora ao lado que possui as chaves para visitas. Vale a pena conferir.

São José das Três Ilhas é distrito de Belmiro Braga – MG. Fica entre essa cidade e Rio das Flores (RJ151). O lugar é bucólico e extremamente fotográfico. Nesse post você verá as fotos da cidade e no seguinte, as fotos da Igreja.  Reparem uma placa que está fixada em um poste.

É isso. Curtam essa cidade e sua bela Igreja de pedra.   Clique para zoon.

Abraços – Eduardo Rocha

Música da Semana

Postado em 7 fevereiro 2010 por admin – Comentar

João DonatoEsse cara é bom demais. Toca um bom piano e é um tremendo compositor. Grande João Donato.

Nua Idéia [Instrumental]    Clique e Ouça

 

 

Boa semana!

Papos Abertos

Postado em 5 fevereiro 2010 por admin – 1 Comentário

Como vão? Bem… eu estou, nessa noite, motivado para falar sobre o www.paposabertos.com.br. O site está no ar desde junho de 2009. A ideia surgiu através do meu amigo Jards. No começo eu fiz um blog e logo em seguida, o meu filho Leonardo me motivou a fazer um site. Topei e estamos no ar. Para minha surpresa os acessos foram aumentando a cada mês. Hoje são mais de 3000 acessos em média, vindos de  várias partes do mundo. O legal é que recebo comentários em várias línguas. Recorro aos tradutores para responder a essas pessoas. É uma experiência bem interessante. Estou aprendendo muito com isso. O site começou com uma proposta bem simples (papos, turismo, fotografia, música e muita arte) e com certeza continuará assim.  Existem colaboradores que me ajudam com artigos, fotos e outros assuntos. Isso também é muito interessante, pois passa a haver uma relação de maior amizade entre nós. As vantagens de ter aberto esse espaço na internet são muitas. Foi uma ótima maneira também, de me manter atualizado após minha aposentadoria. Trabalhei em uma ótima estatal. No início comecei na área de informática, e depois de alguns anos, me interessei por administração. Fiz muitos cursos e acabei trabalhando com gerência de projetos e processos. Essas experiências me ajudaram bastante na elaboração e administração desse site. Espero que esse espaço possibilite, cada vez mais, o encontro de pessoas afins.

Bem, é isso. Contamos sempre com os comentários de vocês.

Um grande abraço!

 

Eduardo Rocha

Música da Semana

Postado em 31 janeiro 2010 por admin – Comentar

al-di-meolaMais um fantástico guitarrista. Os arranjos das suas músicas são diferenciados. Curta o Al DiMeola.

Precious Little You     Clique e Ouça.

Um Trem

Postado em 27 janeiro 2010 por admin – 2 Comentários

Estava em um hotel fazenda nesse último natal. Ao lado passa uma linha de trem para cargas. O trânsito é até intenso. Numa manhã, após o café, resolvi fotografar um trem que se aproximava. Parecia uma cobra por entre a vegetação. Dei sorte, pois essa composição não era de minério.
Gostei do resultado e resolvi apresentar para vocês.

Abraços – Eduardo Rocha

Clique para zoon.